A terapia cognitivo-comportamental (TCC) apresenta excelentes resultados tanto na prática clínica, quanto em outras áreas de atuação como a reabilitação neuropsicológica. Isto porque é uma técnica de abordagem clínica que se destaca por sua base científica (os precursores da terapia cognitivo-comportamental partiram de métodos científicos e se valeram dos conhecimentos sobre comportamento e neurociência).
Podemos defini-la como uma área da Psicologia que tem como objetivo cuidar da saúde mental das crianças, ajudá-las a entender melhor o mundo onde vivem e a lidar com ele de maneira mais saudável. Tem como foco o impacto dos nossos pensamentos (cognições) sobre os sentimentos e os comportamentos; busca analisar a relação entre nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos. Ou seja, aquilo que uma pessoa faz se baseia no que ela pensa e em como ela se sente diante das situações.
Após identificamos os padrões de comportamento do paciente e compreender suas crenças, são feitas intervenções diretas para a modificação de aspectos disfuncionais e a sua substituição por processos mais saudáveis.

                 Através do brincar a criança encontrará, com o auxílio do terapeuta, recursos para enfrentamento e expressão dos sentimentos, permitindo a resolução de conflitos internos e melhorando os sintomas. O acompanhamento psicológico na infância promove uma vida emocional equilibrada, já que é ensinada, de forma lúdica, a importância de compreender as emoções para enfrentar os conflitos de forma saudável.

Algumas técnicas utilizadas na TCC:

Registro das emoções: faz com que o paciente se dê conta do que sente quando enfrenta um problema.

Registro de pensamentos disfuncionais: faz com que o paciente se dê conta do que pensa quando enfrenta um problema, já que, em muitos casos, reagem de forma automática e não conseguem entender a situação. Na terapia, o paciente é colocado diante de perguntas, situações e jogos que aprofundam a reflexão e o fazem pensar sobre as relações complexas que a mente dele estabelece. Assim, é possível perceber e modificar distorções cognitivas.

Modificação de comportamentos disfuncionais: faz com que o paciente; já ciente de suas emoções, pensamentos e crenças; tenha consciência dos comportamentos desadaptativos e tenha ferramentas para a modificação dos mesmos.

Treino de habilidades sociais: Habilidade social é a capacidade de articular pensamentos, sentimentos e ações em função de consequências positivas para si e para os outros. Para que isso ocorra, algumas habilidades são indispensáveis ao funcionamento adaptativo das crianças, tais como autocontrole e expressividade emocional, civilidade, empatia, assertividade, fazer amizades, solução de problemas interpessoais e habilidades sociais acadêmicas. A ausência ou ineficiência dessas habilidades pode resultar em problemas comportamentais, emocionais e consequentemente, em transtornos psicológicos
o O Treinamento busca ajudar a criança a desenvolver mecanismos de superação e consiga se desenvolver e se expressar de forma satisfatória em grupo.
o O treino pode ser utilizado tanto para superar algum déficit ou problema já identificado (casos de crianças que convivem com transtorno de comportamento disruptivo, ansiedade, depressão, entre outros e lidam com exclusão, isolamento e rejeição); como para ampliar o repertório das habilidades existentes.

Relaxamento: ajuda o paciente a respirar pausadamente, seguindo determinados ritmos para aumentar a oxigenação do corpo e regularizar as sensações. Além disso, as técnicas de relaxamento muscular são úteis para potencializar a percepção de si durante a crise, aumentar a concentração e gerar sentimento de bem-estar, diminuindo, assim, a tensão.

Uso de técnicas comportamentais para ajudar no autocontrole e na autorregulação; auxilia as crianças a administrarem e a aceitarem situações que podem promover instabilidades emocionais (lembrando que a intransigência emocional provoca impulsividade, vulnerabilidade e autorregulação inadequada).

Reforço positivo: que busca estimular comportamentos adequados através de consequências positivas.

Treino Parental: Os pais serão psicoeducados sobre a relação existente entre os seus pensamentos, emoções e as tomadas de decisão frente aos comportamentos do filho. O terapeuta ajuda criando de estratégias e desenvolvendo habilidades que contribuem com a modificação de comportamentos desadaptativos dos filhos.

 

Fernanda Lacerda Ortiz

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